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15 de dezembro de 2009

livro

Ultima noite - bianca

Kimoto era uma menina muito agitada, estudava, gostava da escola, gostava de seus professores, gostava de comer doces, gostava de ser bonita, como toda garota normal. Era inteligente, dedicada, decidida, independente, etc.

Ao completar seus 10 anos, começou a entender a vida, juntou todos os gestos de cada pessoa e começou a compreendê-los, começou a interpretá-los corretamente, começou a entender o que realmente era viver. Cada pessoa tem uma missão diferente na terra, tem duas classificações para elas: as que têm que ajudar, e as que têm que aprender a ajudar.

Ao completar seus 12 anos, Kimoto desenvolveu seu corpo, mas ninguém notava. Para kimoto, suas mudanças mereciam muita comemoração, mas ninguém compreendia isso, até ela conhecer um garoto que resolveu se mudar de ultima hora pra sua rua.

O garoto era incrível, era inteligente, gostava das mesmas coisas que ela, ele era “o cara”, o único que a compreendia, para kimoto, ele era seu dono, ela realmente começou a acreditar que seu dever ali na terra, não era ajudar ou aprender, era mudar o mundo do jeito dela, que um dia todas as pessoas agissem como desenhos japoneses que ela assistia, com todos aqueles jeitos fofos, legais, ou ate mesmo animadíssimos, que todos fossem pessoas civilizadas, e que existissem alguns loucos, por que sem eles, as gírias não apareceriam, ela realmente queria mudar tudo, esse garoto vivia a vida como gente normal, para kimoto, ela achava que ele estava a ajudando, mas ela não sabia que ele era só um “amiguinho pro que der e vier”, Bah! Que ridículo achar que um garoto que gosta de desenhos japoneses, agiria como um menino de desenhos japoneses, mas kimoto acreditava que isso podia acontecer, pois ele a acolhia, a ajudava a ser uma adolescente normal, ele era único. Kimoto imaginava-se morrendo e esse garoto chorando por ela, ela resolveu ate perguntar se ele trocaria sua amizade, por outra pessoa, e ele disse que não.

O garoto completou seus 15 anos, já era um homem, mas não tinha mais tempo livre, por isso kimoto não o viu esse ano,

Kimoto não gostava mais de estudar, sua própria pessoa tinha ido embora, [MENTIROSO, MENTIROSO!], ela ficou extraordinariamente triste um dia, porque viu “o cara” com uma garota numa lanchonete, os dois pareciam estar tão alegres, quando ele estava com a garota, parecia estar mais feliz do que com kimoto. Por exemplo, você empresta um vestido pra uma amiga e fica muito melhor nela, do que em você... Ela vai pra uma festa e mancha seu vestido de vinho, mas mesmo assim o vestido parece estar muito mais bonito nela, do que em você. E assim, incompreendida pelo mundo, kimoto não queria mais fazer nada, é aí que as influencias da sua sala entram em jogo. Kimoto não queria mais estudar, sua inteligência foi diminuindo, quase não passou de ano, seus doces se transformaram em tênis modernos, seus professores viraram suas cobaias para reputação, e assim, kimoto foi esquecendo do garoto que um dia, foi seu único, ela achava nesse período que todas as pessoas tinham um único, só que depois eles iam embora, e sua sociabilidade vinham repor essas pessoas, era só elas perceberem, um dia ela fez um trabalho sobre isso no colégio, tirou nota máxima, bem, isso não importava mais, nada importava mais.

No dia que ela esqueceu completamente do cara, ele apareceu na frente dela e disse oi, a kimoto chorou e ficou repetindo conseqüentemente a mesma palavra várias vezes: mentiroso!

De tanto chorar, kimoto caiu no sono, e decidiu ir embora, o garoto quis a acompanhar, mas ele não sabia o que tinha feito pra kimoto estar brava pra caramba aquela dia, mas kimoto respondia não.

Kimoto foi atravessar a rua e como estava sonolenta nem viu o caminhão, lá ensangüentada no chão, o garoto se aproximou e gritava: não, não pode ser, kimotoooo !

Só deu tempo de kimoto dizer: eu te amei um dia. No hospital, já completando seus 4 anos de coma, kimoto dormia feito uma princesa dos castelos mais altos e ricos. O cara falava com ela, mesmo ela não ouvindo, mesmo ela tendo que suportar aquilo, mesmo dormindo assim, tantos anos. Um dia, no quarto 225, onde kimoto ficava, a outra enjoou de tanto seu namorado, falar com kimoto adormecida, ficou tão frustrada com tanto tempo livre desperdiçado por causa de kimoto e ele, ela decidiu arrebentar o fio de oxigênio de kimoto... 5 segundos depois, seus batimentos cardíacos foram diminuindo cada vez mais, kimoto morrera... ?

O cara falava, e kimoto pouco segundos antes de partir, acordou lentamente e escutou uma voz baixa, fria, tensa, triste...:

M. meu nome é ki... RO... ! kimoto tentava falar: ki.. RO, kiro! Eu amei. voc...ê.

A namorada, arrependida, chamava 7 enfermeiros ao mesmo tempo, mas o eletrocardiograma não mostrava bons resultados para todos ali presentes no 225...

Fora a ultima noite que kimoto escutou a voz de kiro, fora a ultima noite que passou junto ao lado de seu único, do kiro que a compreendia em todo o lugar, kimoto partiu, mas foi a Partida mais Feliz, por estar junto de seu único, por ser compreendida no ultimo segundo. Kimoto foi embora, sorrindo...

Poucos anos depois, kiro morreu de câncer. Espero que tenha encontrado kimoto, lá no céu... Que estava tão lindo naquele dia...

Mais um livro concluido

(versão sem detalhes).