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25 de fevereiro de 2010

Diario de um gato preto

Diário de um gato preto

Dia 2: ontem fui arrancado à força da minha mãe, e ganhei uma nova mãe que não é mãe e sim dona. Não gostei nada, pois estava tão acostumado com ela. Mas hoje é um dia diferente, minha dona que se chama Paola (ô nome esquisito), me deu o pior nome que existe pra um gato: “chuchu”. Eu? Comparado com um chuchu? Isso foi sacanagem, não? Mas pelo lado bom, depois do nome, veio a comida, minha parte preferida! Ganhei um pote de atum maior que a minha cabeça, e outro cheio de leite, aquilo foi uma maravilha!

Dia 3: hoje outro pote de atum e leite foram consumidos, depois minha dona colocou uma coleira em mim e saímos, metade do passeio eu só fiquei no colo, pois onde agente passava só tinha meus piores inimigos: cães, mas depois foi tranqüilo, porque foi num campinho. Mais tarde, minha dona esqueceu que eu era macho, colocou roupa de boneca em mim, Eca! Aquilo era apertado, e tinha uma coroa também, ainda bem que seu pai obrigou a tirar isso de mim, porque tava horrível!

Dia 4: hoje, fiquei com trauma. Minha dona quis me dar um banho, saí arranhando tudo o que via pela frente, nem sei por que tinha que fazer aquilo, eu tava limpo, e alem do mais, aquela bacia tava cheia de água, o que me faz ficar com medo por que eu odeio, e nem sei porque mas não me simpatizo com aquele negócio. Outro pote de atum e leite foram consumidos, eu estava cansado, e estava muito gordo, não dava pra eu comer mais, mas minha dona continuava me entupindo de petiscos pra gatos. Bom, pelo menos depois de alguns minutos, eu queimei todas as minhas gorduras com meus brinquedos.

Todos os dias eram o mesmo... Anos e anos foram assim, até que um dia eu fui despejado na frente da casa em que eu recebia meu atum. Não sei a causa, meus pêlos caíam muito, eu estava velho, inexperiente, cansado, só queria comer, não ligo pros cães, não sou ativo como antigamente... Agora na rua, não tenho pra onde ir, meus ossos estão muito fracos pra andar mais de 1 km.

Enfim, fui até uma padaria ali perto pra ver se conseguia um pouco de comida, mas em todos os lugares que eu ia, as pessoas me tacavam pedras ou gritavam e corriam. Há 3 dias que estou sem comer. Há 1 semana que me despejam como um doente. Não tenho lugar fixo, sempre invadem meu espaço, ora cães, ora outros gatos. Estava tão sujo, nem eu agüentava meu próprio cheiro, e as pulgas então, era um horror! Tinham feridas por todo meu corpo, viajei por toda a cidade, mas ninguém me aceitou, só consegui um pouco de peixe fresco quando fui roubá-los na praia, no barco pequeno próximo à areia, mas apertei sem querer o botão de ligar o motor ninguém tava lá pra parar o barco, o barco foi direto pra água. Ninguém me tirava mais de lá. Morto de fome, só tinha um peixe, e ele cheirava azedo. Naveguei pelo mar. 2 dias inteiros. Tinha acabado o peixe. Estava com sede, mas tudo o que eu podia tomar era leite, e só me restou a água salgada. Só agüentei por 5 dias, estava quase* morrendo. No sexto dia, choveu muito, as ondas eram muito altas, demais pra um gato fraco e velho como eu. 7º dia: um sol escaldante em cima de minha pele e meus poucos pêlos, queimava feito um machucado ao vivo. Rodeado de água salgada, só ouvia as gaivotas me rodeando, minha visão também não era lá essas coisas. Não cheguei ao 8º dia, mas sei que minha dona, apesar de tudo, ela sente saudades, e eu amo muito ela, mesmo que me ache sem graça e tenha me despejado.

Mais um livro concluido!

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